sexta-feira, março 08, 2013

Expurgo

Posted in , ,
Sonho que um dia morrerei
e que minha morte será tranquila;
Que será leve como o bater das asas de uma mariposa,
mas aniquiladora como o veneno de uma cascavel.

Meu ser enigmático habita no infinito das dores,
na escuridão de mim mesmo,
mas pelo caminho as flores sorriem ao me ver.

A inocência dos seres me irrita
e ao mesmo tempo me assombra,
a perversidade do ser humano é facilmente oculta
é bela, é até pura,
e as flores sorriem porque são boas.

Entretanto choram quando não são contempladas,
pois no fundo são vaidosas,
sensíveis e volúveis,
mas eu as contemplo e
me inspiro.

Vejo beleza, poesia e alegria nelas...

Acho que elas alegrariam
perfeitamente o meu caixão,
(e minha vida se eu a tivesse e se eu fosse bom)
mas creio que no fundo,
no fundo,
eu seja alguma coisa,
alguma coisa não de todo má,
porém má,
mas no fundo,
no fundo,
as flores sorriem,
porque eu as contemplo
e elas me expiram...