sábado, março 02, 2013

O bruto cogumelo e a sedosa rosa

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Entre as frondosas folhas já crescia
O bruto e formidável cogumelo,
Como um cristal minúsculo de anelo
Que se oculta ao olhar da liturgia.

A rosa tão sedosa desprendia
Da base o cimo do pontão sincero,
No brilho de sua face caramelo
Os limites da rosa refletiam.

Completamente teso, o cume rijo,
Quer, por fim, adentrar o corpo liso
Da fina flor que à chuva se umedece.

Estavam ambos presos ao terreno...
Entre as frondosas folhas vai descendo
O cabisbaixo e rude cogumelo.