O bruto cogumelo e a sedosa rosa
Posted in FDS Erótico, Felipe D'Castro, Poema, Poesia
Entre as frondosas folhas já crescia
O bruto e formidável cogumelo,
Como um cristal minúsculo de anelo
Que se oculta ao olhar da liturgia.
A rosa tão sedosa desprendia
Da base o cimo do pontão sincero,
No brilho de sua face caramelo
Os limites da rosa refletiam.
Completamente teso, o cume rijo,
Quer, por fim, adentrar o corpo liso
Da fina flor que à chuva se umedece.
Estavam ambos presos ao terreno...
Entre as frondosas folhas vai descendo
O cabisbaixo e rude cogumelo.
O bruto e formidável cogumelo,
Como um cristal minúsculo de anelo
Que se oculta ao olhar da liturgia.
A rosa tão sedosa desprendia
Da base o cimo do pontão sincero,
No brilho de sua face caramelo
Os limites da rosa refletiam.
Completamente teso, o cume rijo,
Quer, por fim, adentrar o corpo liso
Da fina flor que à chuva se umedece.
Estavam ambos presos ao terreno...
Entre as frondosas folhas vai descendo
O cabisbaixo e rude cogumelo.

