Os tenebrosos caniços estirados
Posted in Felipe D'Castro, Felipe D’Castro, Poema, Poesia
Se
é o céu que me abriga já não sei,
Mas
que repuxo os seios do deserto,
Como
um "nem sei quê" murcho, desaberto,
Isso,
meu bem, comigo cá eu sei.
Entre
as coxas da noite eu me aperto,
Rente
à doce epiderme de Nix, sei...
E
vejo mãos tão negras que não sei,
Se
acaso me quer longe ou tão perto.
Tenebrosos
caniços estirados,
Lacrimais
arrebóis articulados
De
encontro às minhas dores, investindo!
Tais
nebulosos dedos me aborrecem...
Por
que quando os meus sonhos anoitecem
Projeta-se
podar-me o tal Destino?

