sábado, março 23, 2013

Por sob os lençóis

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Bem olhava pra mim a minha dama... 
Nós dois, entre os lençóis, por sob as luzes,
E nossas pernas, como duas cruzes,
Confusas, misturadas, já em chamas.



Impiedosamente a boca chama, 
E, sôfrego, reparo na saúde

De seus lábios carnudos, rogando: use! 
E somos dois famintos sobre a cama...



Mãos minhas vão comendo aquela imagem 
E a língua a requerer vossa paisagem 
E os olhos a tocar o humano inferno! 

Toco os lençóis de seda salientes
Sobre as coxas da moça que já sente
O pulsar do meu músculo mais fraterno!