Revolta dos Lábios
Posted in Emanuel Reis, Poema, PoesiaNo oco dos teus lábios,
Está situada a casa de minhas boca.
Macias, serenas, línguas loucas
Que te lambem, num apetite sábio!
E chupam o saber de teus lábios menores,
Te abocanham o badalo, relógio sem tempo,
Numa tempestade de embalo, meu tormento,
São azedos como base de diversos licores.
Notem-se aquém de versos, possuídas
Cascas relapsas de um ser latejante,
Lábios ardentes de puta esquecida!
Moça bem vestida, isso é ultrajante!
Ter-te por libido te deixa esmorecida.
Abre-me a boca, põe-me teu laxante!

