terça-feira, abril 23, 2013

Os meus versos mais íntimos

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Crês! Ninguém te iludiu, oh, formidável 
Anjo de minha lúcida quimera... 
Quando nus, nos amamos quais panteras 
Vi o teu do meu sangue inseparável! 

Disse que sou o Deus que a ti espera, 
O anjo, que nesta terra miserável 
Profundissimamente inevitável 
Vê o ato de atacar-te como uma fera. 

Tragar-te-ia, pois, como a um cigarro, 
E amar-te-ia até o último escarro 
Co'esta boca maldita que apedrejas... 

Mas... que nenhuma pedra toque a chaga
De teu corpo moreno que me afaga 
E de tua boca serva que me beija.