Os meus versos mais íntimos
Posted in Felipe D’Castro, Poema, Poesia
Crês! Ninguém te iludiu, oh, formidável
Anjo de minha lúcida quimera...
Quando nus, nos amamos quais panteras
Vi o teu do meu sangue inseparável!
Disse que sou o Deus que a ti espera,
O anjo, que nesta terra miserável
Profundissimamente inevitável
Vê o ato de atacar-te como uma fera.
Tragar-te-ia, pois, como a um cigarro,
E amar-te-ia até o último escarro
Co'esta boca maldita que apedrejas...
Mas... que nenhuma pedra toque a chaga
De teu corpo moreno que me afaga
E de tua boca serva que me beija.

