Tenente Xavier
Posted in Emanuel Reis, Poema, Poesia
Ah, as veredas infrutíferas da amazônia,
Rugem as almas que penam seus dias,
Numa sombra alva de liturgias frias,
Que descem meu dorso, quão do corpo salta a amônia.
É uma aparência que me sugere a insônia,
De um triste batom na bolsa de uma mulher,
Duas aparições, eu e tenente Xavier
No pé de um véu de seda, tosca Babilônia!
É noite, sem brilho, céu de negros insetos
Tenente Xavier observa, fuzil de apostas
E apresenta-se, meiga, dentre seus dialetos.
Um coturno pisante roçado em respostas,
De um beijo sabor de romances discretos,
E suas asas de ninfa brilhando-lhe as costas!

